terça-feira, 31 de maio de 2011

Participe do 19° ato contra o aumento da passagem e pelo Fora Kassab

O Comitê de luta operário, estudantil e popular convoca para esta quinta-feira, dia 2 de junho, às 16h o ato para dar continuidade à luta pelo “fora Kassab”


Neste domingo, o Comitê de luta operário, estudantil e popular da Grande São Paulo se reuniu para organizar as próximas atividades do Comitê.
Foi feito um balanço positivo do último ato em que novas pessoas se integraram à atividade e realizaram a passeata da Praça da Sé até a prefeitura de São Paulo.
Foi organizado um calendário de panfletagens e convocação nos bairros e entre os camelôs.
O Comitê pode se tornar um pólo de aglutinação e ajudar a organizar as inúmeras lutas que ocorrem na cidade de São Paulo.
A maioria delas está dirigida diretamente contra a política do mini-ditador Gilberto Kassab. No último período ocorreram mobilizações de motoristas de ônibus e cobradores, professores, servidores públicos, estudantes, entre outros.
Estas manifestações são uma resposta aos ataques de Kassab, pois ele continua colocando em marcha seu plano de atacar diversos setores da população e implantar uma ditadura contra o povo de São Paulo, beneficiando os empresários.
Um exemplo da política de repressão do mini-ditador é a chamada Operação Delegada. A prefeitura estabeleceu um convênio com a PM para perseguir os camelôs e os artistas de rua em várias regiões da cidade.
O Comitê de Luta Operária, Estudantil e Popular da Grande São Paulo surgiu com o objetivo de dar um caráter político a todas estas lutas. É preciso unificar todos estes setores atacados pela prefeitura e lutar pelo “Fora Kassab”.
As atividades do comitê se iniciaram nesta semana na feirinha da madrugada do Brás, após os membros do Comitê terem sidos informados sobre a ameaça da invasão da polícia para retirar os trabalhadores.


Acompanhe o Comitê nas redes sociais

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Reivindicações da manifestação:
•Não ao aumento da passagem! Unir trabalhadores e estudantes para lutar por suas reivindicações!
• Revogação imediata do aumento da tarifa de ônibus!
• Passe-livre para estudantes e desempregados!
• Abaixo a repressão policial contra os camelôs! Ou dá emprego, ou deixa trabalhar!
• Chega de enchentes! Cadê o dinheiro do povo?
• Fora Kassab!

Veja a charge de hoje de Daniel Modesto



COOline 31/05/2011 - www.pco.org.br

sexta-feira, 27 de maio de 2011

PM ameaça manifestantes em 18° ato contra Kassab

A polícia militar usou helicóptero para tentar intimidar manifestantes em frente a prefeitura de São Paulo



Nesta quinta-feira dia 26 de maio foi realizado o 18° ato contra o aumento das passagens de ônibus e pelo Fora Kassab. A concentração se iniciou na Praça da Sé com faixas, distribuição de panfletos e intervenções no megafone informando a população sobre o ato e suas reivindicações.
Estavam presentes estudantes secundaristas, universitários, trabalhadores ambulantes, moradores de rua para protestar com a política fascistóide de Gilberto Kassab.
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) tentou intimidar os manifestantes pedindo a identificação, para onde iria o ato, queria saber o número de pessoas presentes. O guarda afirmou que havia várias leis para impedir a manifestação, uma delas é a “lei cidade limpa”. A outra seria a própria reivindicação da manifestação de “fora Kassab”.
Os manifestantes seguiram para a Prefeitura entoando palavras de ordem.
No caminho, várias pessoas manifestaram seu apoio a reivindicação de “fora Kassab” com gritos e aplausos.
Em frente a prefeitura os manifestantes paralisaram uma faixa da rua.
Logo após um helicóptero da polícia militar sobrevoou a prefeitura e ficou iluminando o local em que estava sendo realizado o ato.
Num total clima de perseguição e repressão. Muitas pessoas pararam para ver o que a PM estava supostamente perseguindo. Até mesmo trabalhadores do prédio em frente a prefeitura protestaram contra o terrorismo feito em decorrência de uma manifestação com dezenas de pessoas.
Após a reunião os presentes para marcar nova reunião do comitê de luta e convocar todos a formar um bloco no ato contra a violência policial, o ato já estava se dispersando quando policiais da força tática chegaram.
Duas blazeres da força tática da polícia militar subiram na calçada da prefeitura e os policiais desceram com todo o aparato e armas na mão para ameaçar os que protestavam.
No megafone protestaram contra a violência policial contra os camelôs e pelo “fora Kassab”.
A operação era evidentemente desproporcional, na clara intenção de intimidar os manifestantes.
O comitê estará presente no sábado, dia 28 de maio, às 14h no Vão livre do MASP contra o aumento da passagem, contra a repressão aos camelôs e aos artistas de rua, pelo “Fora Kassab” entre outras reivindicações levantadas pelo comitê.

COOline 27/05/2011 - www.pco.org.br

Abaixo a Operação Delegada

O mini-ditador Gilberto Kassab prepara uma mega-operação repressiva para tirar os camelôs da região do Brás, a principal concentração de comércio ambulante de São Paulo


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, lançou uma nova ofensiva contra os camelôs. O alvo agora é a região do Brás, a maior concentração de camelôs da cidade. O mini-ditador anunciou no início desta semana que a chamada Operação Delegada irá remover os camelôs da “Feirinha da Madrugada”. Estima-se que trabalhem nesta feira, entre comerciantes ambulantes que vendem produtos na rua e os que têm seu ponto de venda em grandes galpões, mais de 10 mil camelôs.
A Operação Delegada está sendo colocada em prática a partir de um convênio entre a prefeitura de São Paulo e a Polícia Militar. O governo municipal contrata policiais militares para trabalharem em horários após o seu expediente; é a oficialização do chamado “bico” do policial militar.
A operação está em vigor desde 2009 e o investimento nela vem crescendo anos ano. No primeiro ano da foi investido pouco mais R$ 376 mil; em 2010, o investimento subiu para R$ 24 milhões e neste ano a previsão é que sejam aplicados mais R$ 100 milhões.
Esta operação tem sido usada para reprimir os camelôs. Em diversos pontos da cidade, os ambulantes são reprimidos e suas atividades comerciais encerradas, deixando milhares sem a possibilidade de trabalhar.
A Operação Delegada já fez apreensões e perseguiu camelôs em regiões de grande concentração de camelôs como a 25 de Março e o Largo 13.
A política da prefeitura é perseguir os camelôs para beneficiar os grandes comerciantes do local. Isto foi admitido pela própria prefeitura através do secretário de coordenação das subprefeituras, Ronaldo Camargo. “A diminuição nos índices de criminalidade nessas localidades vai beneficiar os comerciantes regularizados, que não precisarão mais competir com comércio ilegal na porta de sua loja.” (R7, 24/5/2011).
A perseguição aos camelôs faz parte da política de “limpeza social”. A prefeitura está retirando camelôs, perseguindo moradores de rua, realizando desapropriações etc. em várias partes da cidade. No Brás, por exemplo, além da retirada dos camelôs foi registrada pela própria imprensa capitalista a atuação de grupos de extermínio. Há duas semanas atrás, dois carroceiros foram mortos brutalmente. Um deles teve seu corpo carbonizado e foi encontrado morto dentro de sua própria carroça.
No Brás, a prefeitura quer retirar os camelôs e construir um Shopping Center. Como o ponto de venda deste estabelecimento será muito caro, todos os camelôs que atualmente trabalham na “Feirinha da Madrugada” estarão impedidos de vender seus produtos no Brás. O projeto faz parte das obras de revitalização para a Copa de 2014. O objetivo é retirar do centro de São Paulo a população pobre e entregá-la para grandes capitalistas do comércio. O mesmo está sendo feito no mercado imobiliário, onde prédios antigos na região da Luz estão sendo passado para as mãos de grandes imobiliárias e a população trabalhadora está sendo removida do local. Assim como no Brás, no bairro da Luz também há registro de extermínio de moradores de rua por grupos de extermínio.
Segundo depoimento dos próprios camelôs do Brás, há rumores que a operação para retirá-los ocorrerá na madrugada de domingo para segunda.
É preciso organizar a resistência e lutar contra esta política fascistóide de Gilberto Kassab. Somente a luta dos camelôs é que pode garantir o direito destes trabalhadores continuarem a exercer sua profissão.

COOline 27/05/2011 - www.pco.org.br

Kassab vai dobrar salários dos policiais militares



O prefeito de S. Paulo, Gilberto Kassab, afirmou que irá dobrar a gratificação paga aos policiais militares que participam da Operação Delegada.
A gratificação por hora trabalhada de soldados, cabos e praças para a prefeitura vai saltar de R$ 12,33 para R$ 19,70, como prevê o projeto de lei enviado hoje por Kassab à Câmara Municipal.
Para oficiais (coronéis, subcomandantes, comandantes), o valor será alterado de R$ 16,45 para R$ 26,30.
Cada policial pode prestar até 96 horas de serviço por mês. Assim o salário de cada categoria poderá chegar a R$ 1.891 (praças) e R$ 2.524 (oficiais).
O reajuste também será aplicado aos policiais que trabalham na segurança do gabinete do prefeito.
Assim, Kassab pretende conter os protestos populares contra a prefeitura. Camelôs e a juventude, principalmente, protestaram contra as medidas implementadas por Kassab, como o aumento da passagem de ônibus e a proibição do comércio pelos camelôs nas ruas de S. Paulo.

COOline - 26/05/2011 (www.pco.org.br)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sob protestos, Kassab lança Operação Delegada em feira no Brás



PMs vão ajudar a Prefeitura a cadastrar e fiscalizar comerciantes.
Vendedores temem perder espaço e reclamam de critérios de cadastro


Sob protestos de comerciantes que temem perder seus pontos de venda e reclamam dos critérios de cadastramento, o prefeito Gilberto Kassab lançou nesta terça-feira (24) a Operação Delegada na feirinha da madrugada do Brás, no Centro de São Paulo. Na operação, policiais militares em seu horário de folga são pagos para fiscalizar áreas da cidade, principalmente aquelas tomadas pelo comércio popular. A princípio, os policiais estão ajudando a Prefeitura a finalizar o cadastro dos comerciantes. Dentro de dez dias eles devem começar a retirar aqueles que estão irregulares e fiscalizar mercadorias roubadas e pirateadas na feira.
De acordo com a Prefeitura, três cadastros feitos anteriormente – dois pela administração municipal e um pela União, que administrava a feira até o ano passado e ainda é dona do terreno – apontam cerca de 4,2 mil comerciantes no espaço. A Prefeitura pretende finalizar agora, com a ajuda da PM, a certificação de quem está regular ou irregular. O processo é feito para que, no futuro, seja construído um shopping popular no local.
“Os comerciantes são ameaçados, são chantageados, obrigados a dar dinheiro. A Prefeitura está entrando aqui agora com a Operação Delegada. Nós não pretendemos nos omitir. Assumimos a área há alguns meses, mas é um enfrentamento de crime. As coisas melhoraram, mas o crime ainda não foi dizimado”, disse Kassab, que circulou pelo local e entregou certificados de cadastramento a alguns comerciantes.
De acordo com o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, a princípio está prevista a atuação de 60 policiais por turno na feirinha. Segundo ele, cerca de 2 mil comerciantes já foram cadastrados, e o restante deve ser feito ainda nesta semana. Ainda de acordo com o secretário, a operação será realizada da mesma forma que em outros pontos de comércio popular da cidade, como a Rua 25 de Março e o Largo 13 de Maio.
Reclamações
O prefeito enfrentou protestos de muitos ambulantes, que reclamaram que eram regulares, estão perdendo espaço e que a Prefeitura entrega certificados a comerciantes que vendem produtos piratas. “O certificado é fruto de um processo desenvolvido pelas secretarias. É evidente que se alguém conseguiu o certificado e a partir daquele momento voltou ou passou a vender mercadoria ilegal, será fechado e será punido”, afirmou.
Kassab garantiu que os comerciantes que estão na feirinha desde o seu início e que estão cadastrados terão lugar no shopping que será construído na área, “sem a concorrência desleal de quem vende produto roubado ou produto pirata”. O prefeito também pediu que os comerciantes denunciem de maneira anônima as pessoas que invadiram a área e que os ameaçam.
O terreno onde funciona a feira ainda é a da União, mas ela já é administrada pela Prefeitura. Dentro de dois meses deve ocorrer a transferência da posse, e a administração municipal irá iniciar os procedimentos necessários para a construção do shopping popular – que fará parte de um circuito de compras no Centro da cidade.

Juliana Cardilli do G1 SP - 24/05/2011 12h21 

Aliados de Kassab aumentam renda em conselhos de estatais



Cada conselheiro administrativo de empresa municipal ganha R$ 6.000 ao mês para participar de uma reunião. Dos 29 secretários, 17 foram nomeados para conselhos; Kassab diz ter orgulho de contar com aliados nas vagas.


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, aumenta os rendimentos de seus aliados e secretários com cargos nas empresas municipais. São oito empresas, com 75 conselheiros administrativos que ganham R$ 6.000 cada um, e 36 conselheiros fiscais que recebem R$ 3.000. Dos 29 secretários, 17 foram nomeados conselheiros de
estatais. É comum um secretário fazer parte de mais de um conselho. Ao todo, as empresas gastam R$ 534 mil com os conselheiros. Em quatro casos, eles abriram mão do salário. Entre os aliados estão o ex-senador Marco Maciel, do DEM, partido do qual Kassab saiu para criar o PSD, como revelou a Folha anteontem. Maciel ganha R$ 12 mil mensais para integrar conselhos da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da SPTuris (turismo). 
O ex-deputado Gilberto Nascimento integra os conselhos da CET, da Cohab (empresa de habitação) e da SPTrans (transporte), somando R$ 18 mil mensais. Raul Jungmann, ex-deputado do PPS, integra o conselho da Prodam, e recebe R$ 6.000 mensais. Seu partido combate a criação do PSD. Clóvis Carvalho, exministro de FHC, deixou a Secretaria Municipal de Governo, mas segue ganhando R$18 mil mensais por participação nos conselhos da CET, SPTrans e SPTuris. O exgovernador Alberto Goldman (PSDB) ganha R$ 12 mil por mês como conselheiro da SP Urbanismo e da SPP (Companhia São Paulo de parcerias). O recordista é Francisco Vidal Luna, ex-secretário de Planejamento do Estado e da prefeitura, que integra sete conselhos e recebe R$ 24 mil mensais -abriu mão dos salários em três órgãos. 
Entre os secretários que participam dos conselhos estão Alexandre Schneider (Educação), Januario Montone (Saúde), Marcelo Branco (Transportes), Nelson Hervey Costa (Governo) e Walter Feldman (Articulação de Grandes Eventos). Kassab defende a nomeação. Diz ter orgulho de todos, que contribuem com suas experiências. Mas mandou à Câmara Municipal um projeto que aumenta os salários dos secretários, que passariam a ganhar R$ 20,5 mil. 
Com isso, diz Kassab, os secretários deixariam de receber salários dos conselhos. Cada conselho se reúne uma vez por mês para deliberar sobre as ações das empresas. A prática foi adotada em todas as gestões anteriores.
Ela também ocorre nos governos estadual e federal. O ex-ministro Celso Amorim, por exemplo, ganha R$ 13.100 por mês como conselheiro de Itaipu.

Publicado na Folha de S. Paulo quarta-feira, 11 de maio de 2011