quinta-feira, 9 de junho de 2011

Kassab toma medida para favorecer a indústria das multas

A falta de investimentos no trânsito de São Paulo por parte da prefeitura e do governo do estado tem levado a cidade a um verdadeiro caos. Diante desta situação e política do mini-ditador Gilberto Kassab é aumentar o número de multas cobradas dos motoristas paulistanos.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai investir na renovação dos radares que fiscalizam algumas infrações de trânsito como avançar quando o sinal está vermelho ou motoristas de carros particulares que usam a faixa exclusiva para ônibus. No total, serão trocados 156 radares e a expectativa é que o número de multas na cidade de São Paulo cresça 400% com a implantação deste novo sistema.
Ao invés de investir em transporte público, Kassab vai criar um sistema para tirar ainda mais dinheiro da população de São Paulo. Evidentemente, o dinheiro arrecadado servirá para enriquecer os aliados de Kassab na prefeitura.

COOnline 6 de junho de 2011 (www.pco.org.br)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Ditadura Kassab em SP

COOline 30/05/2011 - www.pco.org.br

Unificar as lutas contra o mini-ditador Gilberto Kassab

Neste momento, estão em luta diversas categorias e setores da população: estudantes, servidores municipais, motoristas e cobradores de ônibus etc


Desde que assumiu a prefeitura em 2006, Kassab vem transformando a cidade de São Paulo em um laboratório para os planos da direita brasileira. A capital paulista foi a primeira cidade a receber uma série de medidas de caráter ditatorial como, por exemplo, a Lei Cidade Limpa. Com o pretexto de combate a “poluição visual” se estabeleceu uma lei que proíbe, entre outras coisas, a distribuição de panfletos.
Depois de quase cinco anos de ataques às condições de vida da população e medidas ditatoriais, Kassab está tendo que enfrentar uma série de mobilizações.
Nos últimos meses, o número de trabalhadores que entraram em luta contra a prefeitura de São Paulo cresceu exponencialmente. No último dia 25 de maio, os servidores públicos municipais realizaram uma paralisação e fizeram um ato que reuniu mais de cinco mil pessoas em frente à prefeitura. A categoria, que conta com mais de 210 mil trabalhadores (ativa e aposentados) tem nova paralisação marcada para o dia 7 de junho. A luta dos servidores municipais dirige-se contra o reajuste de 0,01% concedido pela prefeitura. Nos últimos dez anos, segundo o DIEESE, a perda salarial destes trabalhadores chegou a quase 40%. 
Ainda no dia 25, houve uma manifestação de mais de dois mil moradores de rua. A passeata foi convocada pela Associação dos Moradores de Rua de São Paulo e protestava contra a “limpeza social” de Kassab, algo que vem levado ao fortalecimento dos grupos de extermínio e, conseqüentemente, ao aumento da violência e o assassinato dos moradores de rua.
Outra categoria importante, os motoristas e cobradores de ônibus também entraram em luta recentemente. Na última semana, os funcionários de empresas de ônibus da Zona Norte entraram em greve e outra paralisação pode ser realizada nos próximos dias.
Entre a juventude, a principal mobilização é contra o aumento da passagem. Desde o início do ano já foram realizados pelo menos 18 atos contra o aumento de R$ 2,30 para R$ 3,00 na tarifa do transporte público. 
Além destas lutas, existem dezenas de manifestações de menor envergadura.
Todas estas manifestações refletem uma mudança na situação política. A tendência é que estas lutas ganhem mais força e se unifiquem.
Neste sentido, o que estamos presenciando em São Paulo não é apenas uma mobilização contra o mini-ditador Gilberto Kassab. A luta contra a prefeitura é parte de uma ampla mobilização que tende a colocar toda a classe operária em movimento contra o regime político.
O fato de São Paulo ter a maior concentração operária do país e ser administrada pela direita coloca a cidade como um dos locais onde a crise está mais acentuada.
Nesse sentido, a principal tarefa nesse momento é unificar todas estas lutas que até agora estão dispersas. A maneira de dar a elas um caráter unitário é transformá-las de lutas parciais, ou seja, por reivindicações específicas, em uma luta política. Uma luta voltada diretamente contra o governo.
A luta pelo “Fora Kassab”, ou seja, a unificação de todos os setores explorados e atacados pelo mini-ditador, é a forma de unir todos estes movimentos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Kassab quer aumentar em 60% a gratificação de PMs


Os policiais militares que atuam no combate aos camelôs na cidade de São Paulo vão ganhar 60% de aumento na gratificação que recebem pela atividade.
Atualmente, 3.100 PMs trabalham no combate aos camelôs nas áreas de comércio popular das 31 subprefeituras. Pelo acordo entre prefeitura e PM, eles podem trabalhar até 96 horas por mês na função, em horário de folga, mas com a farda e a arma da corporação.
Quem trabalha todas as 96 horas no mês recebe R$ 1.183,68. Com o reajuste, passará a R$ 1.894,08.
Os PMs que atuam na segurança pessoal do prefeito Gilberto Kassab (que anunciou a saída do DEM para fundar o PSD) também ganharão aumento, de 11,8% (oficiais) a 28,6% (praças).
O salário inicial de um sargento de segunda classe é R$ 2.234,72 brutos, já incluídos os adicionais. Um cabo ganha R$ 2.643,16.
Já a Assessoria Policial Militar e o corpo de segurança pessoal do prefeito contam com 65 PMs, segundo o site De Olho nas Contas, que lista os salários dos servidores municipais. Eles ganham entre R$ 1.152,07 e R$ 2.807,63 brutos mensais, fora o salário da própria PM, por até 40 horas mensais de trabalho.
O projeto de reajuste das gratificações dos policiais militares ainda precisa ser aprovado na Câmara Municipal e sancionado pelo prefeito antes de entrar em vigor. Não há prazo definido para isso.

Projeto de lei criado por Kassab para remoção de favelas em SP cria confusão

Veja vídeo de mais uma medida contra a população colocada pelo Mini-ditador e prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.


http://noticias.r7.com/videos/projeto-de-lei-criado-por-kassab-para-remocao-de-favelas-em-sp-cria-confusao/idmedia/4de4eeed3d148986844561c9.html


O projeto visa a remoção de 14 favelas, com mais de 10 mil famílias, para a criação de um parque línea e desapropriação de imóveis particulares para a construção de um túnel. A população entrou em confronto com os vereadores antes da votação.




Portal R7 de 31/05/2011 às 11h04

O exército de Kassab para perseguir os camelôs


Para atender os interesses de grandes comerciantes está sendo investidos 100 milhões de reais na Operação Delegada. Ela conta atualmente com nove mil policiais militares. 

Em funcionamento desde dezembro de 2009, a Operação Delegada tem sido a maior ofensiva da prefeitura de São Paulo contra os camelôs da cidade. Colocada em prática por meio de um convênio entre a prefeitura e a Polícia Militar, os policiais da corporação são contratados nos horários de folga para perseguir os vendedores ambulantes em várias regiões da cidade. 

Em um ano e meio, a operação foi responsável por praticamente acabar com o comércio ambulante nas regiões da rua 25 de Março, Largo 13 de Maio, Santo Amaro, Largo da Concórdia, Rua José Paulino, Rua Florêncio de Abreu, Mooca, Itaquera e diversos outro locais. 
Embora não exista uma estatística oficial, a ação repressiva da polícia acabou com o trabalho de dezenas de milhares de pessoas em São Paulo. 
Estima-se que apenas nesse ano, a prefeitura gaste aproximadamente R$ 100 milhões com a Operação Delegada. Ou seja, enquanto a cidade vive um caos nos seus serviços públicos (como pode ser visto no caso das enchentes do início do ano) a única área que realmente recebe um investimento é a polícia. 

A Operação Delegada conta atualmente com nove mil policiais militares. O que equivale a pouco menos de 25% de todo o efetivo da Polícia Militar para a cidade de São Paulo.
No início deste mês Kassab enviou dois projetos de reajuste para a Câmara Municipal: um para os servidores públicos e outro para a quantia paga aos policias militares contratados pela prefeitura. Para os servidores públicos a proposta de reajuste é de míseros 0,1%, no entanto para os policiais o aumento chega a aproximadamente 60%. Pela proposta de Kassab, a gratificação paga por hora a soldados e cabos passaria de R$ 12,33% para R$ 19,70; para coronéis, subcomandantes e comandantes o valor passaria de R$ 16,45 para R$ 26,30.       
É preciso lutar pelo direito dos camelôs de trabalharem e denunciar a política de repressão da prefeitura: que nega a oportunidade de empregos e impede os trabalhadores de exercerem sua profissão. 

COOline 01/06/2011 - www.pco.org.br

PM acusado de matar camelô com 10 tiros é absolvido


Na madrugada desta terça, o soldado da Polícia Militar Valdez Gonçalves dos Santos, 37, integrante da Força Tática do 21º Batalhão foi absolvido da acusação de ter assassinado com 10 tiros o camelô Roberto Marcel Ramiro dos Santos.
O PM Valdez e outros quatro soldados da Força Tática ainda são investigados pela Corregedoria da PM e pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, sob a suspeita de comandar um grupo de extermínio da zona leste de São Paulo.
Há várias denúncias de assassinatos de camelôs pela Guarda com o apoio da prefeitura que sabe como age o braço armado do estado contra a população pobre.É preciso denunciar a repressão e lutar pelo direito dos camelôs continuarem trabalhando.

COOline 01/06/2011 - www.pco.org.br